Planejar uma obra exige mais do que definir prazos e orçamento, como destaca Diego Borges. A escolha equivocada do tipo de intervenção pode comprometer tanto a segurança quanto o valor do imóvel. Logo, entender a diferença entre reforma simples e reforma estrutural é relevante para evitar riscos, gastos inesperados e problemas legais. Pensando nisso, a seguir, abordaremos o que caracteriza cada modalidade, quando elas se aplicam e como tomar decisões mais seguras.
O que caracteriza uma reforma simples?
De acordo com o profissional da área Diego Borges, a reforma simples envolve intervenções pontuais que não alteram a estrutura do imóvel nem interferem em elementos essenciais de sustentação. Em geral, esse tipo de obra foca na estética, funcionalidade e atualização de ambientes, com um impacto reduzido sobre a edificação como um todo.

Desse modo, a troca de revestimentos, pintura, substituição de portas, janelas, louças e metais são exemplos comuns. Também entram nessa categoria ajustes elétricos e hidráulicos que não exigem mudanças significativas no traçado original. Assim sendo, por não afetar a estrutura, a reforma simples tende a ter execução mais rápida, menor custo e burocracia limitada.
Entretanto, isso não significa ausência de planejamento. Conforme frisa Diego Borges, mesmo intervenções consideradas simples podem gerar transtornos se mal executadas. Portanto, uma avaliação técnica inicial ajuda a evitar improvisos e garante que o resultado final seja durável e compatível com o uso pretendido.
Quando a reforma passa a ser estrutural?
A reforma estrutural ocorre quando a obra interfere diretamente em elementos responsáveis pela estabilidade do imóvel. Pilares, vigas, lajes, fundações e paredes estruturais entram nesse grupo. Segundo o profissional da área Diego Borges, qualquer modificação nesses componentes exige atenção redobrada e acompanhamento técnico especializado.
Tendo isso em vista, abrir vãos em paredes, remover elementos de sustentação ou ampliar áreas construídas são exemplos típicos. Nesses casos, a obra deixa de ser apenas uma melhoria estética e passa a impactar o comportamento estrutural da edificação. Aliás, além da complexidade técnica, as reformas estruturais costumam demandar projetos específicos, cálculos, autorizações legais e, em alguns casos, comunicação ao condomínio ou aos órgãos públicos.
Quais riscos existem ao confundir os dois tipos de reforma?
Um dos erros mais comuns em obras residenciais e comerciais é tratar uma reforma estrutural como se fosse simples. Essa confusão geralmente nasce da tentativa de reduzir custos ou acelerar prazos, mas os efeitos podem ser graves. Dessa maneira, sem o devido estudo técnico, alterações estruturais podem provocar fissuras, recalques, comprometimento da segurança e desvalorização do imóvel.
Além disso, há riscos jurídicos, especialmente em edifícios coletivos, onde uma intervenção indevida pode afetar unidades vizinhas, como ressalta Diego Borges. Por outro lado, superdimensionar uma reforma simples também traz prejuízos. Excesso de burocracia e gastos desnecessários atrasam a obra e reduzem a eficiência do investimento. Isto posto, o equilíbrio está em identificar corretamente o escopo da intervenção desde o início.
Como identificar o tipo de reforma ideal para o seu projeto?
Em suma, o primeiro passo é uma análise técnica detalhada do imóvel e dos objetivos da obra. Logo, avaliar o que será modificado, quais elementos serão afetados e como essas mudanças dialogam com a estrutura existente é fundamental. Ademais, também é importante considerar o uso futuro do espaço. Uma reforma simples pode atender bem a demandas imediatas, enquanto uma reforma estrutural pode ser necessária para mudanças mais profundas, como ampliação, adaptação de uso ou modernização completa.
Uma decisão técnica é uma decisão estratégica
Em última análise, entender a diferença entre reforma simples e reforma estrutural é mais do que uma questão conceitual. Trata-se de uma escolha estratégica que impacta a segurança, legalidade e valorização do imóvel. Desse modo, com uma orientação técnica adequada e planejamento consistente, é possível transformar o espaço sem surpresas desagradáveis.
Autor: Diana Wyor

