Segundo o CEO Ian Cunha, a saúde pública e a prevenção são a combinação mais poderosa para reduzir sofrimento, custos e sobrecarga do sistema. O paradoxo é que o básico, por parecer simples, costuma ser subestimado. Só que, em escala populacional, pequenas mudanças consistentes geram efeitos enormes. Prevenção não é apenas campanha. É desenho de política, acesso, acompanhamento e continuidade.
Em saúde pública, a diferença entre um sistema que vive apagando incêndios e um sistema que sustenta qualidade está na capacidade de evitar que problemas simples virem crises. E isso acontece, quase sempre, com ações básicas bem mantidas. Se você quer entender por que o básico da prevenção tem impacto maior do que muitas soluções complexas, continue a leitura.
O básico funciona porque é escalável: Saúde pública e prevenção em grande escala
O que gera impacto na saúde pública precisa ser escalável, repetível e acessível. Intervenções sofisticadas podem ser importantes, porém atingem menos gente. Já o básico, quando bem implementado, alcança milhões. Vacinação, acompanhamento de condições crônicas, orientação consistente e acesso à atenção primária são exemplos de ações que mudam indicadores de forma estrutural.

Além disso, como destaca o CEO Ian Cunha, a prevenção cria previsibilidade. Quando o sistema acompanha melhor, ele reduz urgências evitáveis. Isso despressuriza emergências, diminui internações e melhora o fluxo. Em consequência, os recursos passam a render mais, e a rede deixa de operar apenas no modo crise.
O impacto está na repetição
A prevenção não funciona como um evento isolado. Ela precisa de continuidade para produzir efeito. Uma consulta única, uma campanha pontual ou uma orientação esporádica têm impacto limitado. Como elucida o superintendente Ian Cunha, o que muda o jogo é a repetição: acompanhamento regular, reforço de hábitos e monitoramento do que realmente está acontecendo na comunidade.
Quando a atenção primária cumpre esse papel, a prevenção ganha corpo. O cidadão passa a ser acompanhado ao longo do tempo, e não apenas atendido quando já está em pior estado. Isso muda a lógica do sistema: menos reação, mais coordenação.
Por que o básico é difícil?
O básico exige disciplina de gestão. Ele depende de rotinas claras, registro consistente, equipe coordenada e logística funcionando. Isso não gera manchete, mas gera resultado. Em muitos casos, o problema não é falta de conhecimento, e sim falhas de execução: falta de vínculo, agendas desorganizadas, pouca integração de dados e baixa capacidade de acompanhar quem mais precisa.
Como menciona o CEO Ian Cunha, falar de saúde pública e prevenção é falar de governança. É garantir que o essencial aconteça todos os dias, não apenas quando há crise ou campanha. Em última análise, o básico é difícil justamente porque ele exige consistência.
O básico reduz desigualdade quando chega na ponta
Outro ponto decisivo é que prevenção, quando bem distribuída, reduz desigualdade. A população mais vulnerável tende a ter menos acesso a acompanhamento contínuo e, por isso, chega mais tarde ao sistema, com problemas mais graves. O básico, nesse cenário, funciona como proteção: ele antecipa cuidado, reduz agravamento e diminui custos humanos e financeiros.
Saúde pública e prevenção também dependem de comunicação clara. Orientação que afasta ou culpa o cidadão não funciona. A prevenção precisa ser compreensível, prática e respeitosa com contexto. Quando a comunicação se conecta à realidade local, a adesão melhora e o impacto se torna mais consistente.
Por que o básico gera impacto gigantesco?
Como pontua o fundador Ian Cunha, a saúde pública e a prevenção geram impacto gigantesco porque atuam na origem, em escala e com continuidade. O básico funciona não por ser simples, mas por ser estruturante: ele organiza acesso, acompanha ao longo do tempo e evita que problemas tratáveis virem crises caras e dolorosas.
Autor: Diana Wyor

