Como comenta o especialista Rodrigo Balassiano, a busca por FIDC e financiamentos alternativos para o setor de turismo tem ganhado força diante dos desafios enfrentados por empresas do segmento, especialmente após períodos de retração econômica e crises sanitárias. O turismo é um setor sensível a variações macroeconômicas e a choques externos, o que muitas vezes dificulta o acesso ao crédito por meios tradicionais.
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Como os FIDC e financiamentos alternativos para o setor de turismo funcionam na prática?
A estrutura de FIDC e financiamentos alternativos para o setor de turismo permite que empresas desse segmento convertam seus recebíveis — como passagens, reservas e pacotes futuros — em capital de giro imediato. Por meio da cessão desses créditos a um fundo estruturado, é possível obter liquidez sem recorrer a empréstimos bancários tradicionais, cujas exigências e garantias costumam ser mais rígidas. Isso proporciona maior flexibilidade financeira e melhor planejamento operacional.

Além da antecipação de recebíveis, os FIDC podem ser utilizados para estruturar operações mais complexas, envolvendo parcerias com operadoras, companhias aéreas ou redes hoteleiras. Nesses casos, o fundo atua como veículo de intermediação e gestão do fluxo de caixa entre os agentes da cadeia produtiva do turismo. Essa configuração permite, por exemplo, centralizar pagamentos e criar condições mais vantajosas para fornecedores e consumidores finais.
Outro ponto relevante, segundo Rodrigo Balassiano, é que o uso de FIDC nesse setor favorece a transparência e a governança, já que o fundo precisa seguir regras de compliance, auditoria e prestação de contas. Isso aumenta a credibilidade das empresas perante investidores e parceiros institucionais, contribuindo para a profissionalização do mercado. Com o avanço da tecnologia e a digitalização dos fluxos, esse modelo se torna cada vez mais acessível, inclusive para pequenas e médias empresas.
Quais são os benefícios do uso de FIDC para empresas do turismo?
Empresas que recorrem ao FIDC ganham uma alternativa eficiente para suprir necessidades de curto e médio prazo sem comprometer seu endividamento bancário. Essa modalidade permite transformar vendas futuras em capital presente, o que é essencial em um setor com sazonalidade acentuada e dependente de eventos, feriados e variações cambiais. A previsibilidade do fluxo de caixa, nesse caso, torna-se uma vantagem estratégica.
Outro benefício está na possibilidade de customização da estrutura do fundo de acordo com o perfil da operação. É possível criar fundos exclusivos, multicedentes ou multissacados, dependendo da complexidade da atividade e da diversidade da carteira de recebíveis. Como destaca o especialista da área Rodrigo Balassiano, essa adaptabilidade é importante para atender desde grandes operadoras até pequenas agências, ampliando o acesso ao financiamento estruturado de maneira proporcional à sua capacidade.
Quais os desafios para consolidar os FIDC como ferramenta de financiamento no turismo?
Apesar de suas vantagens, o uso de FIDC ainda enfrenta desafios importantes no setor de turismo, principalmente em relação à formalização e à qualidade dos recebíveis. Muitos prestadores de serviços operam de forma fragmentada ou com pouca padronização contábil, o que dificulta a análise de crédito e a estruturação das operações. A profissionalização da gestão financeira é, portanto, um passo fundamental para ampliar o acesso a essa modalidade.
Outro obstáculo está no desconhecimento das empresas do setor sobre esse tipo de instrumento. Muitas vezes, gestores e empresários não conhecem o funcionamento dos fundos ou não têm acesso a assessoria especializada para viabilizar sua criação e gestão. A difusão de informação e o apoio de instituições financeiras ou agências de fomento podem ser determinantes para mudar esse cenário.
Por fim, a volatilidade natural do setor — fortemente impactado por crises geopolíticas, sanitárias e econômicas — exige que os FIDC voltados ao turismo sejam estruturados com mecanismos robustos de mitigação de risco. De acordo com Rodrigo Balassiano, isso inclui a diversificação da carteira, uso de garantias, provisionamento adequado e monitoramento contínuo. Com essas práticas, é possível dar mais segurança aos investidores e viabilizar operações sustentáveis a longo prazo.
Autor: Diana Wyor