Polícias Civil e Militar discutem integração de ferramentas de IA para prevenção de crimes, análise de informações e proteção de vítimas no estado
Goiás está ampliando o debate sobre o uso da inteligência artificial como ferramenta de apoio no enfrentamento à violência contra a mulher. Representantes das polícias Militar e Civil de diferentes regiões do estado participaram, em 20 de agosto de 2026, de uma reunião no Hub Goiás, em Goiânia, para discutir formas de incorporar recursos tecnológicos às estratégias de segurança. O encontro foi promovido pela Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO), com apoio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e participação da equipe técnica da startup Pax. (De Minuto A Minuto)
Tecnologia pode fortalecer prevenção
Um dos principais objetivos é fazer com que a inteligência artificial seja utilizada não apenas depois que um crime acontece, mas também na identificação de situações de risco. Sistemas capazes de cruzar grandes volumes de informações podem auxiliar as forças policiais a encontrar padrões entre ocorrências, identificar possíveis autores e fornecer dados relevantes para investigações. Segundo informações divulgadas sobre o encontro, a intenção é avançar também na aplicação tecnológica relacionada ao atendimento de denúncias e à fiscalização de medidas protetivas. (Portal de notícias)
A utilização de dados integrados já aparece como uma das frentes consideradas pelas autoridades goianas. A Delegacia Estadual de Atendimento à Mulher (Deaem) destacou que o cruzamento de informações de crimes praticados com características semelhantes pode acelerar a identificação de suspeitos, inclusive em investigações de crimes sexuais com autoria inicialmente desconhecida. A tecnologia, portanto, é tratada como ferramenta complementar ao trabalho policial, permitindo organizar e analisar informações em uma escala difícil de alcançar apenas por métodos tradicionais. (De Minuto A Minuto)
Goiás já registra aplicação de recursos tecnológicos
As forças de segurança também apontam experiências anteriores como demonstração do potencial dessas ferramentas. Em abril de 2026, segundo relato divulgado sobre a iniciativa, recursos de rastreamento em tempo real ajudaram policiais a localizar o veículo de um suspeito de feminicídio ocorrido no Jardim Petrópolis, em Aparecida de Goiânia. O homem foi localizado em menos de 24 horas durante uma operação conjunta. Embora rastreamento e inteligência artificial sejam tecnologias distintas, o episódio foi apresentado pelas autoridades dentro de uma estratégia mais ampla de integração tecnológica e análise de dados na segurança pública. (De Minuto A Minuto)
A proposta discutida agora é ampliar essa lógica para atividades cotidianas das unidades policiais. Após o levantamento das principais necessidades das equipes, estão previstas visitas às unidades para avaliar como demandas operacionais podem ser transformadas em ferramentas utilizadas diariamente. A intenção é integrar recursos tecnológicos às diferentes etapas do atendimento, investigação e prevenção, em vez de limitar seu emprego a situações isoladas. (De Minuto A Minuto)
Próxima etapa será levar soluções às unidades policiais
O projeto ainda passa por uma fase de estruturação. O encontro realizado no Hub Goiás serviu principalmente para reunir profissionais da segurança e da área tecnológica, mapear necessidades e estabelecer possibilidades de aplicação prática. A partir desse levantamento, as equipes pretendem desenvolver soluções adaptadas à realidade das unidades policiais e das ocorrências de violência doméstica atendidas no estado. (De Minuto A Minuto)
O movimento em Goiás também acompanha uma discussão mais ampla no país sobre inteligência artificial e proteção de vítimas. Em março de 2026, o Senado aprovou uma proposta relacionada ao uso de IA para auxiliar na proteção de vítimas de violência doméstica, mostrando que a aplicação dessas tecnologias já chegou ao debate legislativo nacional. (Senado Federal)
Com a iniciativa, Goiás procura combinar policiamento, investigação, integração de dados e novas tecnologias para aumentar a capacidade preventiva das forças de segurança. O desafio será transformar os testes e discussões técnicas em ferramentas efetivamente utilizadas pelas equipes, preservando critérios de segurança, confiabilidade dos dados e proteção das informações das vítimas.

