Goiás amplia ações de prevenção à brucelose bovina para fortalecer a sanidade dos rebanhos e proteger a pecuária estadual.
A Assembleia Legislativa de Goiás aprovou, em segunda e definitiva votação, o projeto nº 16.242/26, que institui a Semana Estadual de Combate e Prevenção à Brucelose Bovina. A votação definitiva ocorreu em 19 de agosto. Encaminhada pela Governadoria e originada na Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), a proposta estabelece que a mobilização seja realizada anualmente na última semana de maio e também contempla animais da espécie bubalina. (Portal da Alego)
A iniciativa pretende transformar esse período em um marco anual para concentrar campanhas de conscientização, orientação aos produtores e divulgação das medidas necessárias para impedir a disseminação da doença. Entre as estratégias destacadas estão o incentivo à vacinação, a difusão de boas práticas sanitárias e a certificação de propriedades livres da enfermidade. A expectativa é ampliar a participação de produtores e demais integrantes da cadeia agropecuária nas políticas de sanidade animal. (Portal da Alego)
A proposta havia recebido parecer favorável na Comissão Mista em 13 de agosto e, posteriormente, avançou para o plenário. Em 19 de agosto, foi aprovada inicialmente em primeira votação e, na segunda sessão extraordinária do mesmo dia, recebeu o aval definitivo dos deputados estaduais. O avanço legislativo consolida uma iniciativa que a Agrodefesa já havia colocado em prática experimentalmente em maio de 2026. (Portal da Alego)
Doença representa risco sanitário e econômico para Goiás
A brucelose é uma doença infectocontagiosa crônica provocada pela bactéria Brucella abortus e afeta principalmente o sistema reprodutivo dos animais. Entre suas consequências estão abortamentos, retenção de placenta, nascimento de bezerros debilitados e problemas reprodutivos. A Agrodefesa ressalta ainda que animais positivos precisam ser identificados por meio de testes e tratados conforme as regras sanitárias destinadas a impedir que a bactéria continue circulando pelos rebanhos. (Portal Goiás)
Para Goiás, onde a pecuária possui grande peso econômico, o problema ultrapassa os limites das propriedades rurais. O próprio Governo estadual apontou, na justificativa da proposta, que a doença pode reduzir a produtividade leiteira e criar restrições comerciais. Isso significa que uma situação sanitária desfavorável pode gerar perdas ao produtor e, ao mesmo tempo, prejudicar a competitividade da produção goiana em determinados mercados. (Portal da Alego)
Há também uma dimensão de saúde pública. A brucelose é uma zoonose, portanto pode atingir seres humanos. A Agrodefesa alerta para riscos associados ao consumo de leite cru e derivados sem inspeção sanitária e ao contato direto com materiais contaminados provenientes de animais infectados. Por isso, a estratégia estadual procura combinar sanidade animal, educação dos produtores e proteção da população. (Portal Goiás)
Vacinação será uma das principais frentes de prevenção
A vacinação permanece como uma das ferramentas centrais utilizadas pelo Estado no enfrentamento à brucelose. Segundo a Agrodefesa, a imunização é obrigatória para fêmeas bovinas e bubalinas entre três e oito meses de idade. A Agência trabalha para ampliar a cobertura vacinal e utiliza ações educativas e atividades assistidas nas propriedades para aproximar técnicos e produtores rurais. (Portal Goiás)
A experiência realizada em maio de 2026 demonstra como a política pode funcionar. Naquele período, a Agrodefesa promoveu atividades em Goiânia, Bela Vista de Goiás e na Comunidade Kalunga do Engenho II, em Cavalcante. A programação incluiu palestras, capacitação de vacinadores, orientações técnicas e vacinação assistida, buscando alcançar tanto representantes de entidades agropecuárias quanto pequenos produtores. (Portal Goiás)
A criação oficial da semana estadual permite que ações semelhantes sejam organizadas de forma recorrente. Em vez de concentrar a atuação pública apenas na fiscalização, a política enfatiza prevenção e educação sanitária. A intenção é fazer com que o produtor compreenda os riscos da enfermidade, mantenha o rebanho dentro das exigências sanitárias e participe ativamente das estratégias de controle e eventual erradicação da brucelose. (Portal da Alego)
Medida também busca fortalecer a competitividade da pecuária goiana
A política de combate à brucelose também possui um componente econômico. A Agrodefesa considera que o fortalecimento das medidas de prevenção, vacinação e certificação pode ajudar Goiás a elevar seu status sanitário. Quanto maior a segurança sanitária do rebanho, melhores são as condições para produtores e empresas atenderem às exigências dos mercados consumidores nacionais e internacionais. (Portal da Alego)
A proposta estadual está alinhada às diretrizes do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal. Dessa forma, Goiás procura integrar suas ações às políticas nacionais de defesa agropecuária, estabelecendo uma mobilização anual para reforçar medidas que já fazem parte da rotina sanitária do Estado. (Portal da Alego)
O desafio será transformar a mobilização anual em resultados permanentes. A experiência da campanha realizada em maio mostrou uma estratégia baseada na cooperação entre poder público, produtores e entidades do setor. Com a aprovação definitiva do projeto pela Assembleia, essa atuação ganha uma estrutura institucional para ser repetida anualmente, mantendo o combate à brucelose dentro da agenda sanitária da pecuária goiana. (Portal Goiás)

